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Financiamentos Bancários: linhas, benefícios e pré-requisitos

De forma sintética, as empresas decidem tomar recursos bancários com dois objetivos: quando necessitam financiar investimentos (ampliação, expansão, modernização, relocalização) e/ou reforçar seu Capital de Giro, utilizando os recursos bancários para a melhor gestão do Fluxo de Caixa. Além disso, há casos em que as empresas identificam oportunidades de tomar recursos a custos mais baixos do que seria “desencaixar” recursos próprios que estejam sendo aplicados em operações mais rentáveis, sejam elas financeiras ou operacionais.

Com isso em mente, alguns pontos devem ser considerados quando da decisão de pleitear crédito empresarial:
1) Buscar se informar sobre as linhas de financiamento disponíveis, seus formatos de taxa, carência, prazo total e enquadramento técnico;

2) Avaliar se a empresa atende todos os pré-requisitos necessários para o sucesso do pleito de financiamento, notadamente aspectos como bom cadastro (histórico e inexistência de restrições), capacidade de mobilização para a contrapartida de recursos próprios, garantias a serem oferecidas, demonstração da capacidade de pagamento, enquadramento técnico de acordo com a operação financeira a ser pleiteada, etc.;

3) Avaliar se a estrutura da linha de financiamento é compatível com o fluxo de caixa empresarial projetado, de forma a mensurar e demonstrar a capacidade de pagamento;

4) Estruturação da defesa de crédito fundamentada em uma demonstração da viabilidade econômico-financeira de acordo com os padrões técnicos utilizados pelos Agentes Financeiros nas análises de crédito para pleitos de longo prazo a juros reduzidos.

Uma vez definida a linha adequada e aprovado o crédito, o financiamento sacado deverá agregar os seguintes benefícios à empresa tomadora:

· Liquidez que possibilitará melhor gestão do(s) projeto(s) e/ou dos recursos para aplicação no Giro da operação empresarial;

· Custo de oportunidade favorável – nos casos em que o custo financeiro do financiamento tomado seja menor dos que as taxas de rentabilidade das aplicações dos recursos próprios em suas operações empresariais e/ou financeiras;

· Benefício da Dívida – Nos casos em que a forma de tributação da empresa permita que as despesas financeiras (juros e taxas) possam ser deduzidos da base de cálculo a ser tributada, gerando a redução do pagamento de impostos.

Como regra geral, ao utilizar capital de terceiros as empresas devem procurar fontes com estruturas de taxas e prazos que elevem o valor econômico da organização e fomentem o fluxo de caixa com financiamentos financeiramente saudáveis.


Autor: Luiz Falbo Di Cavalcanti, Fundador KALEA.

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