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Por que o crédito para as médias empresas tem sido mais difícil durante a pandemia?

Realmente, o crédito para as médias empresas tem sido mais difícil durante a pandemia.

Este fato pode ser atribuído a alguns pontos principais:

1) A maior parte dos programas do socorro às empresas promovidos pelo Governo foi destinadas às Micro e Pequenas, tendo sido a mais eficaz delas o Pronampe – que deixava as médias empresas de fora;

2) Para atender, de alguma forma, a necessidade de crédito das médias empresas o Governo lançou o FGI PEAC. No entanto, não era uma linha de crédito, mas um programa de garantia que reduzia o risco das instituições financeiras, visando como consequência fomentar a ampliação do acesso ao crédito. Mesmo com essa estrutura de mitigação de riscos através da garantia, não conseguiu suprir as demandas e melhorar a contento o fluxo de crédito para as médias empresas.

3) Com o avanço da pandemia e sua imprevista extensão de tempo, o risco percebido pelo mercado financeiro aumentou, e os bancos enxugaram ainda mais o crédito.

Com um panorama deste, fica claro que as médias empresas devem buscar alternativas para não se verem perenemente no delicado contexto de depender de ações governamentais quando se deparem com necessidade de um crédito específico e diferenciado. Para tanto, devem observar os movimentos que vêm sendo realizados no mercado financeiro, muitos deles promovidos pelo Banco Central, que promovem iniciativas inovadoras para acesso ao crédito. Hoje o universo do crédito não se centraliza mais somente na mão dos bancos tradicionais. Cabe às empresas se colocarem ao alcance dos novos players que possam atender suas necessidades.

Autor: Luiz Falbo Di Cavalcanti, Fundador KALEA.

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